quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Resenha | À Procura de Audrey



Conhecida como a rainha do Chick-lit, Sophie Kinsella é britânica e tem mais de 11 livros publicados. A autora de Os Delírios de Becky Bloom, seu romance de sucesso que virou filme em Hollywood, lança seu primeiro Young Adult. À Procura de Audrey foi lançado em 2015 pela editora Galera Record no Brasil e contém 336 páginas. A capa do livro é macia e tem a arte original britânica, além do verniz localizado, que eu amo! A capa final ficou muito fofa com os dois copos do Starbucks com o nome da Audrey e do Linus em cada canto. O livro é narrado na perspectiva de Audrey e o que me agradou também são as transcrições com detalhes dos vídeos que ela grava.




Resumo: Audrey é uma adolescente de 14 anos que, por ter sofrido bullying na escola, se esconde atrás de um par de óculos, não sai de casa e não consegue fazer contato com pessoas que não sejam a sua pequena família. A pedido da sua terapeuta, começa a gravar vídeos para seu documentário, com a finalidade de observar mais as situações a sua volta e aos poucos participar e interagir com as pessoas. Ela então conhece Linus, amigo e parceiro de jogo do seu irmão que, de uma forma nada convencional vai entrando no mundo de Audrey e ajudando a menina a superar seus medos.


Audrey é como todas as outras garotas da sua idade. Ouve música, se apaixona e briga com os irmãos. Porém, desde que sofreu bullying na escola não sai de casa e não se socializa com as pessoas. Faz terapia com a dra. Sarah e se esforça para que um dia se recupere totalmente. Ela acredita em si e na sua recuperação na maior parte do tempo, apesar de sentir em alguns momentos que talvez seja impossível. O livro retrata bem uma adolescente com depressão, mas o fato de não entrar muito em detalhes sobre o que realmente aconteceu dá a possibilidade de mais pessoas se identificarem com a história.

Além dessa questão da menina, a história tem bastante enfoque no relacionamento entre a mãe e o irmão mais velho de Audrey. Frank é viciado em LoC, um jogo online, e tem intenções de participar de um campeonato com o seu time. Anne, por sua vez, acha que o jogo não faz nada bem ao filho e vive tentando medidas para punir ou simplesmente fazer com que o filho esqueça o jogo. Já o pai de Frank, Chris, é o típico marido que vive concordando com a esposa para não dar em briga. Esse contexto enriquece a história de uma forma bem engraçada, leve e acaba quebrando um pouco a tensão dos problemas de Audrey.
"Falam de 'linguagem corporal', como se fosse igual para todo mundo. Contudo, cada um tem seu dialeto próprio. Para mim, nesse instante, por exemplo, girar o corpo para o outro lado e encarar rigidamente um cantinho da sala é o mesmo que dizer 'gosto de você'. Pois não fugi e nem me tranquei no banheiro. Espero apenas que ele se dê conta disso."  P.97

E tem o Linus...ah, o fofo Linus! Parceiro de jogo de Frank, ele vai conquistando o coraçãozinho de Audrey de uma forma não muito convencional! O fato dele não desistir por causa das “esquisitices” dela faz com que ele entre aos poucos no mundo da menina e aos pouquinhos vai tirando ela de lá. É um romance fofo e cheio de esperanças!
Eu não vou ficar falando muito por medo de dar spoilers, mas já ficou claro que adorei o livro, né?!






No início pensei em dar 4 estrelas no skoob, por não ter muitos detalhes sobre o que aconteceu. Mas esse, além do romance de Audrey e Linus, me motivou a ler o livro até o final! A escrita da Sophie é bem leve e tranquila (inclusive, ainda não posso afirmar, mas é provável que se torne uma das minhas escritoras favoritas :D) e eu espero que ela escreva mais livros para o público Young Adult!

Recomendo a leitura, principalmente para quem gosta de assuntos como bulliyng e depressão!

É isso, galera! Espero que tenham gostado da resenha!! Não esqueçam de me dizer aqui embaixo se já leram e o que acharam do livro ou se ficaram com vontade ler, tá bom!?

Obrigada pela visita!

Grande beijo da Nat.